A técnica como ponte de autoconhecimento: velocidade

ARY_3774Oioi, gente, tudo bem?

Voltei aqui para trazer mais uma reflexão de temas que surgem lindamente nas minhas aulas! E eu fico encantada como é possível a gente evoluir enquanto “humanas” dentro de uma sala de dança!

Pois é, dessa vez, a gente estava estudando, praticando, explorando e se entregando para o taxeem, mas em slow motion. Vocês costumam fazer isso? Pegar um movimento de dança e fazer ele em uma contagem de tempo beeeem lenta?

Sim, sim, quem dança o ATS® (American Tribal Style®) sabe que nossos movimentos de repertório lento não possuem contagem! Mas nada nos impede de usar uma contagem para fins de exercitar o controle da velocidade e densidade deles.

Bom, seguindo na linha de esmiuçar o movimento trabalhamos, no mínimo, duas características bem individuais aqui:

  1. velocidade
  2. consciência muscular

Agora sim vou fazer a ponte que já trouxe logo ali título, tá? Nesse post, vou focar somente na VELOCIDADE, tá? Então, o que dizer, meus amores?

ARY_3343Pensando no taxeem, sabemos que ele é um movimento denso, preenchido, controlado, lento.. e para isso, precisamos muito trabalhar nossa percepção de controle de cada parte do corpo envolvida no desenvolvimento desse movimento. Nesse caso, podemos citar diretamente: i) joelhos; ii) contato dos pés com o chão; iii) assoalho pélvico… e paralelamente, iv) caixa torácica; v) escápulas… Isso sem falar da movimentação sobreposta dos braços, tá? Ou seja, nos reteremos apenas à movmentação do quadril, nesse momento!

Daí, é que vem a ponte para o autoconhecimento.

Quando a gente para pra fazer sem consciência de tudo isso, quem manda na gente é aquele lado nosso todo louco, que só sai fazendo e nem pensa o que envolve um movimento sinuoso, envolvente, denso, contagiante E sincronizado com quem está dançando.

Hoje vejo que a cada aula de taxeem, todas as minhas alunas se aprofundam em si mesmas na busca pela consciência da execução de seus movimentos, nesse caso, o taxeem. E na busca pela beleza intesa e natural desse movimento e tudo que o envolve tecnicamente, todas elas passam por momentos de auto-observação o tempo todo.

Também, além de eu acreditar, elas relatam que isso reflete diretamente na forma de elas direcionarem cada segundo da sua atenção! Por isso, uma prática consciente na técnica proporciona exercitar a percepção dos detalhes e de necessidades para a concretização de uma vontade determinada, qualquer que seja ela.

Concluindo, lindonas! Vejo que o uso da técnica é uma ponte incrível para o autoconhecimento num nível importantíssimo de trabalhar nossa paciência, pois ninguém realiza um taxeem maravilhoso logo na primeira aula. Temos sim que ir lapidando o movimento com o aprofundamento da técnica e da consciência corporal. Ou seja, a ansiedade é um sentimento que entramos em contato, mas que aprendemos a domar essa danada a partir de cada taxeem feito com mais leveza!

No próximo post, vou trazer minha experiência sobre a consciência muscular, tá? Mas se vc já tiver alguma coisa para compartilhar, comenta comigo!

Mil beijos cheios de consciência corporal!!

ary_3751Cintia Vilanova

Professora FCBD® Sister Studio de ATS®

AULAS REGULARES | WORKSHOPS | SHOWS

Florianópolis . Santa Catarina (SC) . Brasil

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: